Celebra-se nesta quinta-feira, dia 13 o primeiro aniversário da eleição do Papa Francisco para a Cadeira de Pedro. Entre as pessoas que acompanharam de perto o Santo Padre nestes doze meses está o seu secretário particular, Mons. Alfred Xuereb, natural de Malta e recentemente nomeado pelo Papa como secretário-geral da Secretaria para a Economia. Nesta entrevista exclusiva à Rádio Vaticano, Mons. Xuereb recorda este primeiro ano com o Papa Francisco começando por falar sobre o seu primeiro encontro com o Santo Padre:
“ Pediu-me que entrasse no seu escritório, acolheu-me com a sua já famosa cordialidade, e devo dizer que fez uma brincadeira… de Papa! Segurava uma carta e com um tom sério disse-me: “Ah, mas aqui temos problemas, alguém não falou muito bem de ti!”. Eu fiquei mudo, mas depois entendi que se referia à carta que o Papa Bento lhe tinha enviado para informá-lo de que me tinha dispensado e que podia chamar-me para o seu serviço. Nesta carta, o Papa Bento teve a bondade de listar algumas das minhas qualidades. Depois, o Papa Francisco fez-me sentar no sofá e ele, ao meu lado, numa cadeira. Pediu-me – com muita fraternidade – de auxiliá-lo nesta dura tarefa. Por fim, quis saber qual é a minha relação com os Superiores e com as outras pessoas de certa responsabilidade. Respondi-lhe que tenho uma boa relação com todos, pelo menos no que me diz respeito.”
O Mons. Xuereb que tem o privilégio de viver todos os dias ao lado do Papa Francisco explicou ainda o que o impressiona mais na personalidade do Santo Padre:“A sua determinação. Uma convicção que estou certo lhe vem do Alto, porque é um homem profundamente espiritual que busca na oração a inspiração de Deus. Por exemplo, a visita a Lampedusa ele decidiu-a porque, depois de entrar algumas vezes na capela, lhe veio em continuação esta ideia: ir pessoalmente encontrar essas pessoas, esses náufragos, e chorar os mortos. E quando ele entendeu que essas ideias lhe vinham em mente várias vezes, então estava certo de que Deus queria esta visita. E realizou-a mesmo não tendo muito tempo para prepará-la. O mesmo método que ele usa para a escolha das pessoas que chama para colaborar de perto com ele.”
“Acredite, ele não perde sequer um minuto! Trabalha incansavelmente. E quando sente a necessidade de fazer uma pausa, não é que fecha os olhos e não faz nada: senta-se e reza o Terço. Creio que reze pelo menos três por dia. E disse-me: “Isto ajuda-me a relaxar”. Depois recomeça e retoma o trabalho. Recebe uma pessoa e depois outra: os funcionários da portaria da Santa Marta são testemunhas. Escuta com atenção e lembra-se com extraordinária capacidade o que ouviu e viu. Dedica-se à meditação logo cedo, pela manhã, preparando também a homilia da Missa em Santa Marta. Depois, escreve cartas, faz telefonemas, saúda as pessoas que encontra e informa-se sobre as suas famílias.”

 

Por news.va