O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana concluíram nesta sexta-feira os Exercícios Espirituais, que estão sendo realizados na Casa Divino Mestre, em Ariccia, perto de Roma.
O Pontífice regressou ao Vaticano esta manhã, depois da Concelebração eucarística e da última meditação. Assim como na ida, Francisco usou um ônibus para se deslocar, na companhia dos membros da Cúria.
No penúltimo dia, o pregador, Mons. Angelo De Donatis, propôs a pergunta que uma criança que se preparava para a Comunhão lhe fez: “Você conhece Jesus tão bem por motivos de trabalho ou porque vocês são amigos?”. O conhecimento profundo de Jesus que chega à amizade, portanto no acolhimento e no amor, foi o argumento da meditação.
Julgar todo gesto na lógica do mundo, ou melhor na lógica da economia de mercado, disse Mons. De Donatis, significa correr o risco de não compreender o valor daquele amor que aproxima os homens a Deus, Deus aos homens e os homens aos outros homens. Deste modo, se cria aquela comunhão de amor que é a característica de uma Igreja acolhedora.
O convite do Mons. De Donatis é redescobrir a coragem da fé, porque – disse citando um provérbio – “quando o medo bate à porta e a fé vai abrir, não encontra ninguém”.
Já esta manhã, no Vaticano, na capela Redemptoris Mater, o pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa, fez a primeira pregação de Quaresma.
O tema será “Sobre os ombros dos gigantes. As grandes verdades da nossa fé contempladas com os Padres da Igreja Latina”. Nas semanas sucessivas, as meditações serão sobre Agostinho, Ambrósio, Leão Magno e Gregório Magno, para ver o que cada um deles nos diz a propósito das verdades de fé.

 

Por news.va