O problema do desemprego foi o tema do discurso que o Papa Francisco dirigiu esta manhã a cerca de sete mil funcionários de siderúrgicas da região italiana da Úmbria – que atravessam uma grave crise que levou a demissões em massa.
Provenientes em especial da Diocese de Terni, o Pontífice recordou que as dificuldades atuais são causadas por um sistema econômico incapaz de criar emprego porque coloca no centro um ídolo, o dinheiro.
Perante a atual evolução da economia, o Papa fez questão de “reafirmar que o trabalho é uma realidade essencial para a sociedade, para as famílias e para os indivíduos”.
O trabalho não tem apenas uma finalidade econômica e de lucro, mas sobretudo uma finalidade que diz respeito ao homem e à sua dignidade. Se faltar o trabalho, fere-se esta dignidade.
Interrogando-se sobre o que se deve dizer perante o “gravíssimo problema do desemprego que afeta diversos países europeus”, Francisco observou:
(O desemprego) é a consequência de um sistema econômico que se tornou incapaz de criar trabalho porque colocou no centro um ídolo, o dinheiro!”
É preciso adotar uma posição diferente, baseada na justiça e na solidariedade.
O trabalho é um bem de todos, que deve estar disponível para todos. A fase de grave dificuldade e desemprego tem que ser enfrentada com os instrumentos da criatividade e da solidariedade… – a solidariedade entre todas as componentes da sociedade, que renunciam a alguma coisa e adotam um estilo de vida mais sóbrio, para ajudar a todos os que se encontram em situação de dificuldade.
Na parte final do seu discurso a esta numerosa peregrinação de Terni, o Santo Padre dirigiu-se especialmente aos fiéis da Diocese, sublinhando “o empenho primário” de reavivar as raízes da fé e da adesão a Jesus Cristo. Uma fé que seja “viva e vivificante”.
É aqui que está o princípio inspirador das opções de um cristão: a sua fé. A fé move montanhas! … Uma fé acolhida com alegria, vivida a fundo e com generosidade pode conferir à sociedade uma força humanizante.
E o Papa concluiu exortando a continuar sempre a “esperar num futuro melhor”, sem cair no “vórtice do pessimismo”. Se cada um fizer a parte que lhe toca, consolidando uma atitude de solidariedade e partilha fraterna, há-de se conseguir “sair do pântano de uma fase econômica e laboral árdua e difícil”.

 

Por news.va